sexta-feira, 3 de junho de 2011

10 promessas ao seu cãopanheiro

Quem nunca quis um lindo filhotinho de estimação e depois que o bichinho cresceu deixou-o de lado?

Acho que pouquíssimas pessoas responderão a essa pergunta dizendo que NUNCA deixaram seu bichinho de lado. Afinal, somos egoístas e antes de mais nada, partimos do princípio de que os animais existem para nos servirem, por sermos uma espécie superior, dotada de inteligência etc. Mas mesmo que os animaizinhos não tenham a mesma capacidade intelectual que o ser humano, ainda assim eles têm sentimentos!

Sempre vejo na televicão aquelas campanhas para que as pessoas não adotem um animalzinho sem pensar antes nas consequências, para que não acabem abandonando o pobrezinho depois. Eu concordo totalmente, acho que se a pessoa se dispõe a ter um animalzinho de estimação, precisa ter consciência de que isso demandará tempo, dedicação, dinheiro para os cuidados gerais, carinho, atenção etc.

Ontem assisti um filme chamado "10 promisses I made to my dog" (dez promessas que fiz ao meu cachorro), o filme é japonês, o título original é 犬と私の10の約束. Eu me emocionei bastante, chorei litros!! (risos) Conta a história de uma menina de 13 anos, que quer muito ter um cachorro, mas a mãe só permite com a condição de que ela faça as 10 promessas que todas as pessoas devem fazer ao seu cachorro. E então a mãe enumera as promessas como se fosse o cachorrinho dizendo, são as seguintes:
1) Ouça pacientemente o que eu tenho a dizer;
2) Confie em mim, pois estarei sempre ao seu lado;
3) Brinque muito comigo;
4) Não se esqueça que eu também tenho sentimentos;
5) Não vamos nunca brigar, porque um dia eu posso ganhar;
6) Se eu não obedeço, tenho um bom motivo para isso;
7) Você tem escola e amigos, mas quanto a mim, eu só tenho você;
8) Continue sendo meu melhor amigo mesmo quando eu estiver velho;
9) Eu só vou viver aproximadamente uns 10 anos, então vamos fazer cada momento valer a pena;
10) Eu nunca vou esquecer nossos momentos juntos, por isso, quando a minha hora chegar, por favor esteja ao meu lado.

Lógico que o filme tem aquela característica de dramalhão japonês (para quem não conhece: são piores do que os mexicanos!!), mas mesmo assim é muito lindinho. Eu gostei até mais do que de Marley e Eu, pelo fato de não dar foco nas travessuras do cachorro, mas sim no quanto nós humanos somos egoístas tanto em relação aos animaizinhos quanto em relação a nossos familiares e amigos (afinal, normalmente os animaizinhos acabam meio que virando um membro da família também e, em certos momentos podem mesmo ser nossos melhores amigos!).

Quando o Eddie, meu irmãozinho canino, veio para a minha casa foi uma revolução! Antes dele nós tivemos o Leão e o Rex que eram do meu irmão e eu tive o Duque. Todos os três sofreram muito, coitadinhos, nós os deixávamos o tempo todo presos por uma corrente no quintal, nem conseguiam andar mais do que 2 metros de distância de suas casinhas, fizesse calor ou fizesse frio, dormiam na casinha de madeirinha no quintal. Eles tomavam banho de mangueirada (o coitado do Rex chegou a ser lavado com água sanitária pela Bá, minha tia, que na época achou que ele estava encardido demais!). A vida desses três não foi nada fácil! O Leão foi roubado (ele era muito bonitinho!), o Rex foi atropelado na frente da minha casa por um carro em alta velocidade e o Duque, nos últimos anos já era chamado pelos amigos da família de "surradinho" e quando estava beeem velhinho, meu pai comprou uma vitamina para ele, mas na bula estava escrito que para cães a medida era meia colher de chá, e para cavalos uma colher de sopa; meu pai querendo que o cachorro ficasse mais fortinho logo, cavava um buraco no pão francês, tirava todo o miolo e enchia dessa vitamina, resultado: o cachorro morreu de overdose! Ficou cego, não conseguia mais se sustentar sobre as próprias patinhas e um dia amanheceu morto!

Na época em que o Duque morreu, meu irmão e eu já não concordávamos há muito tempo com a forma como meus pais insistiam em criar os cãezinhos. Nós gostávamos de animaizinhos e achávamos que poderíamos mudar isso tudo.

Decidimos que queríamos outro cãozinho, mesmo os meus pais tendo proibido a gente disso! Meus pais diziam que a gente só queria e depois nem cuidávamos do bichinho e que acabava sobrando pra eles cuidarem e que depois eles se apegavam e o bichinho acabava morrendo e quem sofria mais eram eles!!!

Mas como eles conseguiam se apegar aos cãezinhos?! Eles deixavam os pobre coitados sofrendo amarrados no quintal!!! Nunca nem visitavam o bichinho pra fazer um carinho, só iam lá, deixavam a comida e a água e de vez em quando davam uma mangueirada neles e no quintal por causa da sujeira... E só!!

Meu irmão e eu bolamos um plano: nosso próximo cãozinho seria tratado como um rei! Escolhemos os nomes: se pegássemos uma fêmea seria Lika, se pegássemos um macho seria Eddie (por causa do Irona Maiden!! risos).

Saímos de casa dizendo aos meus pais que estávamos indo a uma feira de animais que estava acontecendo no estacionamento do Carrefour. Mas quando chegamos lá no Carrefour, descobrimos que a feira tinha acontecido até um dia antes! Ficamos bem chateados, mas não desistimos...

Entramos em um pet shop que havia no caminho para a nossa casa, lá perguntamos para a atendente qual era o preço de um Beagle (que era o que queríamos!!), tudo na faixa de R$600 na época. O meu irmão era universitário, mas recebia mesada do meu pai, porque ainda não trabalhava; eu ainda estava no ensino médio, minha única "renda" era o troquinho que eu conseguia juntar deixando de lanchar na hora do intervalo (guardava o dinheiro que minha mãe me dava pra comer no colégio) e o que deixava de gastar em ônibus, porque eu precisava pegar 2 ônibus pra chegar em casa, então eu ia a pé até metade do caminho e pegava só um ônibus para economizar aquele dinheirinho.

A atendente da loja mostrou outras opções, me apaixonei por um Fila lindo, filhotinho todo preto que tinha na loja, enquanto meu irmão brincava com os Lhasa que estavam do lado. De repente a mulher trouxe 3 filhotinhos que estavam em uma vitrine, que era mestiços de Cocker com Fox, eles estavam lá para adoção, só tinha quepagar os R$10 da vacina. Um desse filhotes, o mais lindo, todo branquinho e barrigudo, se jogou na mão do meu irmão! Que safado! Como ele adivinhou que eu sou a ruim e meu irmão que era o coração mole??!! Resultado: Voltamos para casa com um lindo filhotinho que nos custou apenas R$10 e uma pequena mentirinha pro meu pai nos deixar ficar com ele! (risos)

Desde o primeiro dia do Eddie em casa, a vida dele já era muuuuito diferente da vida dos outros cães que tivemos antes. Pra começar, ele dormia no banheiro do quarto do meu irmão. Forramos o chão todinho com jornal e como ele estava se sentindo muito sozinho, eu dei um dos meus bichinhos de pelúcia para ele. Nos primeiros 4 meses de vida do Eddie, o meu irmão e eu revezávamos, eu ficava com o Eddie o tempo todo das 13h (hora que eu chegava do colégio) até as 23h (hora que eu ia dormir para acordar às 5h30 no dia seguinte e ir para o colégio); o meu irmão ficava com o Eddie das 18h (hora que ele voltava da faculdade) até as 13h (hora que ele saia para a faculdade e que eu chegava para cuidar do "Dinho"). Na verdade, das 6h até mais ou menos as 12h, o Eddie fazia-nos o favor de dormir junto com o meu irmão! (risos)

O Eddie tomou todas as vacinas, vermífugos, tinha uma cama quentinha, dormia dentro de casa, tinha acesso livre aos quartos, sala, cozinha etc. Ele tem uma "gaveta" de brinquedos, cobertores (daqueles de bebês), ração das melhores marcas, toooodooo cheio de frescuras!

Quando ele tomava vacina só queria ficar no meu colo depois, ninguém podia nem tocar nele! E quando era dia de ir no pet shop tomar banho, era o meu colo que ele queria também... A vida dele, até então éramos eu e o meu irmão!

Em dezembro daquele ano, o Eddie estava com 7 meses, meu irmão e eu estávamos doidos para curtir nossas férias escolares e achamos que o "Dinho" já estava bastante grande, não precisava mais da gente o tempo todo com ele, então falamos a máxima das pessoas que têm um animalzinho, mas só pensam em si mesmas: "Nossa vida não pode girar em torno do cachorro! Ele existe para nos divertir e não o contrário! Vamos viajar!".

Meu irmão e eu fomos para a praia, passamos quase um mês lá. Nesse tempo, meu pai disse que o Eddie entrou em depressão, ficou super mal... Tadinho! Daí meu pai, com dó dele, ficou fazendo companhia pro bichinho.

Quando voltamos de viagem, o Eddie fez festinha pra gente, brincou e tals, mas a pessoa que ele mais amava no mundo agora atendia pelo "nome" de PAPAI!!

Foi assim que o Eddie nunca mais largou o meu pai por nada nesse mundo! Nunca vi amor igual. Se meu pai sai algumas horinhas só para ir ao banco, ou quando ele vai pescar, o Eddie não levanta do sofá, ele não bebe água, não come a ração, aliás não come nem picanha se a gente der, não faz xixi, não faz cocô, não late! Quando meu pai vai tomar banho, o "Dinho" fica na porta do banheiro chorando a arranhando a porta!

Há 6 anos, meu irmão faleceu, minha mãe se apegou à religião, eu tive uma depressão, mas o psicólogo me ajudou a retomar a vida, mas meu pai ficava todas as noites, sentado no quintal, no horário que meu irmão voltava do trabalho, esperando ele chegar... E mesmo nas noites mais frias, o Eddie esteve o tempo todo ao lado dele! Se não fosse o Eddie eu não sei o que teria sido do meu pai.

Na verdade, o Eddie ajudou muito a família toda. Agora eu o vejo já com 11 anos, tão velhinho, cheio de verrugas, gordo e cansado. Eu sei que ele não vai viver pra sempre, para ser sincera, sei que logo logo o Eddie vai partir. Mas o Eddie ensinou coisas muito importantes para mim e minha família. Hoje meus pais se arrependem tanto da forma como tratavam os cãezinhos que tivemos antes, eu me arrependo de ter magoado o "Dinho" quando ainda era um filhotão de 7 meses, o Eddie nos ensinou o quão enorme pode ser o amor (dele pelo meu pai!)... E o mais importante de tudo, o "Dinho" nos ensinou que não importa o quanto a gente goste de ter animais de estimação, não devemos tê-los a menos que estejamos dispostos a nos doar verdadeiramente a eles, a fazer as 10 promessas e cumpri-las.

Desculpem pelo post ENORME! Mas o filme vale mesmo a pena... E se você tem um cãopanheiro de muitos anos também, prepare um lençol pra enxugar as lágrimas porque um lencinho é pouco!! (risos)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Hein???!!

Uma vez, quando eu tinha 4 anos de idade, falando como matraca (como toda mulher!) antes de dormir, conversava com a minha mãe quando eu perguntei: "Mãe, o que minhas primas serão dos meus filhos?". Ao que minha mãe prontamente respondeu: "Carne moída assada..."!!!

'o_O

Que susto eu levei!

Mas tudo bem, coitadinha da minha mãe, ela estava morrendo de sono depois de um dia exaustivo trabalhando duro para pagar os estudos e os mimos para mim e para o meu irmão. No entanto, foi esse o meu primeiro contato com essa coisa de as pessoas conversarem com você, fazerem de conta que estão ouvindo, mas na verdade estão com a cabeça em alguma outra galáxia ou, como no caso da minha mãe, com a cabeça na cozinha... (risos!)

Anos mais tarde, já havia notado, principalmente nas pessoas adultas, esse péssimo hábito de responderem coisas sem nem terem ouvido o que foi perguntado ou simplesmente o que foi falado. Aos 15 anos de idade, cheguei em casa depois do colégio, levei uma amiga para casa para almoçar comigo. Minha tia (e madrinha), também conhecida como Ba, que é como minha segunda mãe, ajudou a me criar desde que nasci e mora na mesma casa que eu, super prestativa, esquentou o almoço e enquanto minha amiga e eu nos sentávamos à mesa, a minha tia cumpriu com seu papel de substituir minha mãe naquele momento, perguntou: "E então, meninas, como foi o dia hoje na escola?". Minha amiga e eu nos empolgamos contando tudo o que tinha acontecido, embora nosso dia não tivesse nada de empolgante, falamos que tivemos uma briga com um professor, que a mãe de um colega havia morrido e que uma pessoa que conhecíamos tinha sido atropelada por um ônibus... Enquanto falávamos todas essas coisas, a minha tia, soltava aquelas expressões clássicas que indicam que a pessoa está ouvindo: "ahm"; "sei..."; "nooossaaa!". E então quando paramos de falar e assim a Ba notou que havíamos terminado nossa narrativa ela virou pra gente e disse: "Nooossa!!! Que bom, né?!". Minha amiga ficou chocada porque a Ba achou muito bom a nossa conhecida ter sido atropelada por um ônibus, a mãe do nosso amigo ter morrido e a gente ter brigado com o professor... Mas eu olhei para ela e disse: "Não se assuste! Na verdade ela não ouviu nada do que falamos, ela só perguntou o que aconteceu no nosso dia por educação, mas na verdade ela nunca teve a intenção de ouvir!" (risos!)

Já ouvi muitas mulheres reclamando dos maridos e namorados que também não as escutam. Claro que eu também tenho minhas historinhas nesse aspecto! O Jair normalmente me ouve e quando não ouve, ele pede desculpa diz que não ouviu nada e me pede para repetir. Então os causos que tenho para contar sobre ele são todos do tipo da história da minha mãe, basicamente, quando vou dormir, eu não falo, eu disparo com uma metralhadora vocal! Então algumas vezes eu estava contando para ele do meu dia e de repente ele respondeu com a resenha de um filme que estava passando no cinema, ou eu teorizando alguma questão ética da sociedade moderna e ele me responde: "Capitão Caverna!"... Enfim, coisas desse tipo.

Ainda falando de namorados e maridos, outro dia meu pai falou algo totalmente incompreensível, eu e a Ba olhamos uma para a outra com aquela expressão de "Hein?!", mas a minha mãe esboçou um "aham" (concordando com meu pai), então eu a Ba interrogamos a minha mãe sobre o que diabos o meu pai tinha acabado de dizer, ao que minha mãe respondeu: "Ahm! Nem sei..."!! (risos)

E eu achando que era a única pessoa no universo que realmente se incomodava com esse hábito que as pessoas têm de interagir com você como se estivessem ouvindo, quando na realidade não estão. Daí encontrei no youtube uns vídeos muito bons, de um cara que, aparentemente, cansado desse comportamento das pessoas, resolveu fazer um protesto bem humorado. Nos vídeos, da série intitulada "Fala que eu não te escuto", o cara fala um monte de besteiras, tipo que ele vai torturar de uma idosa, sequestrar uma pessoa, roubar uma loja, arrombar um caixa eletrônico, mas ninguém ouve mesmo! (risos)



Vou aguardar os próximos episódios... (e quase penso em fazer minha própria versão! risos...)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Orgulho NERD

Todo mundo sabe que 42 é a resposta para a a VIDA, o UNIVERSO e TODAS AS COISAS. (se alguém não sabe, procure no Google!)

E é por isso que hoje (25/05), além de ser o Dia do Orgulho Nerd, é também o dia da Toalha! Afinal, mochileiros, não esqueçam de levar suas toalhas! (risos)

Para quem acha que eu sou maluca, vai um conselho: "Vá assistir ou ler O Guia dos Mochileiros da Galáxia de Douglas Adams, porque um pouquinho de cultura inútil não faz mal a ninguém!!".

8-D

De qualquer forma, fica aqui, hoje, registrada, minha homenagem aos colegas NERDs.

Quando eu era adolescente, ser NERD era quase como ter uma doença contagiosa: as pessoas não queriam ficar muito perto de você; todos te chamavam de anti social; e você era motivo de piadinhas!

Eu sempre tive um pouco do estigma de NERD pelo fato de ser japonesa, mas claro, que nem todo japonês é NERD. Além disso, eu era gordinha e feia. Minhas notas eram ótimas na escola, mas a popularidade passava beeeeem longe de mim. Já deu pra perceber que eu era exatamente o estereótipo do NERD da década de 90, né?!

Pra me complicar um pouco mais, meu irmão era quase 8 anos mais velho do que eu, então tive muita influência dele. Com 8 anos de idade, em 1992 eu já brincava com o 386 que o meu irmão montou, aquela monstruosidade desengonçada! (risos) Eu tinha que ir, ainda no ambiente DOS, digitar "win" para entrar no Windows 3.11. Affff... Isso não faz de mim uma geek, mas claro, me deixa um pouco mais, digamos, a vontade com as evoluções em termos de informática, em especial em relação ao computador pessoal e às tecnologias que vieram na sequência, do que a grande maioria das pessoas que começou a utilizar já o computador numa época em que ele já era mais dedicado ao usuário final, com o Windows rodando direto, com um ambiente gráfico já muito mais amigável etc.

Mas embora hoje eu já tenha recebido muitos "parabéns" pelo meu dia!! (risos) As pessoas brincam dizendo que hoje é o dia de eu passar abraçada com os meus boxes de Star Wars, com a minha coletânea do Senhor dos Anéis, já me perguntaram a cor da minha toalha e até eu mesma já comecei esse post brincando com a história do número 42! Tá, tudo bem, eu tenho mesmo a coleção completa de Star Wars, de Senhor dos Anéis, De volta para o futuro, Kill Bill, Matrix; na faculdade fiz matérias optativas como: Estudos Críticos de Histórias em Quadrinhos; amo games; tenho uma coleção de chaveiros do Lego Star Wars; assisti Donnie Darko milhares de vezes (tenho o DVD); e chorei no cinema quando o Luke virou o Darth Vader... Nada disso consegue refletir o verdadeiro orgulho que sinto hoje de ser parabenizada por ser NERD!

Acho que o meu tributo hoje é a todos aqueles que gostam de estudar, gostam do conhecimento, querem sempre mais... Minha homenagem é a todas aquelas pessoas que não têm preguiça de seguir em frente, de adquirir mais conhecimento, mesmo que seja "cultura inútil", embora eu não acredite que algum conhecimento possa ser considerado inútil! Afinal quero, hoje, dar os parabéns a todos aqueles que conseguem passar horas e horas conversando sobre os mais variados assuntos, que não se cansam nunca de aprender e que topam os desafios. Feliz dia do Orgulho NERD, para você que já passou dias seguidos acordado tentando "fechar o jogo" na época em que você alugava o cartucho na locadora e como precisava devolver na segunda-feira, o fim de semana era dedicado a essa nobre missão de ver o final ou os múltiplos finais do jogo! Parabéns, para você que terminou a graduação e descobriu que queria fazer outra graduação ou continuar na pós! Minha homenagem é para você, que leu Silmarilion 3 vezes, que ajudou o Goku a fazer Genki Dama, que teve raiva da Saori porque ela judiava do Seiya, que vendeu seu carro pra ir para a Europa comprar um Wii antes dele ser lançado no Brasil (ops! essa fui eu!! risos... "parabéns pra mim!"); para você que jogou pacman; que entrou no Facebook porque na época ele era uma rede social fechada somente para universitários de grandes instituições (e, por acaso, você era um universitário de uma grande instituição! risos..); e para você que ainda guarda os dados, as cartas, os livros e, claro as ótimas lembranças das madrugadas de RPG... E por último, mas não menos importante, a você, NERD velho, que já está virando "tio Sukita" e que passou noites e noites (ou ainda passa) jogando WAR bêbado e comendo calabresa acebolada com os amigos!! (risos)

Mas parabéns também, para você, novo NERD, que não larga o seu iPod, que pediu um iPad pro Papai Noel e que vai ficar amanhã se remoendo porque o iPad 2 vai chegar ao Brasil e você não vai trocar o seu ainda! Ou para você novo usuário de Android, que passa o dia inteiro jogando Angry Birds, tomou bronca na aula do professor que achou que você estava assistindo o futebol no seu smartphone quando na verdade você estava tomando nota da aula e fazendo pesquisas sobre o assunto da aula seguinte...



Finalizando...

NERDs, uni-vos! (risos) Orgulhem-se de serem pessoas super bem informadas, divertidas e principalmente ambiciosas (afinal a gente tem ambição de informação, de conhecimento e de terminar todos os joguinhos de video-game e computador e, ÓBVIO, de DOMINAR O MUNDO!!)... risos...

Algumas sábias palavras:

"Não esqueçam de levar sua toalha!"

"Don't PANIC!"

"May the force be with you."

"O futuro ao Google pertence!"

terça-feira, 24 de maio de 2011

Coração burro (porém GRANDE e Feliz!)

Às vezes, só às vezes, a casquinha da ferida ainda sai, daí ela volta a doer... Passa rápido, porque é um machucado já antigo, na maior parte do tempo, ele nem se mostra. Mas um esbarrãozinho nele e a casquinha sai...

Mas a dorzinha da ferida é o melhor lembrete possível de que os momentos sem dor são tão felizes!

Sendo assim, a ferida não é algo ruim. Eu preferiria não ter machucado algum... No entanto, tê-lo não faz de mim uma pessoa menos feliz. Ao contrário, talvez, eu seja capaz de me deliciar mais com a felicidade que tenho nos momentos sem dor, do que as pessoas que nunca se feriram.

E quem nunca se feriu?

No corpo ou na alma...

Mas os ferimentos que são curados facilmente e/ou rapidamente, ou aqueles pequenos que não doem muito, talvez não sejam suficientes para que as pessoas dêem à felicidade de não ter dor alguma, o seu devido valor!

Eu tenho uma ferida, o nome dela é Charles, também conhecido como Chachita pelos amigos, por Chalinho pela família, Chá ou Irmão por mim. Hoje a casquinha saiu...

Assisti ao filme "Nada Sou Sou" (é em japonês), inspirado na música de mesmo nome: 涙そうそう。

Me acabei de chorar... Em partes porque a história me fez lembrar um pouco da minha amizade com o meu irmão, de como ele me protegia e me mimava, das broncas que ele me dava e dos conselhos que me pedia. Mas chorei quase um litro foi com a letra da música no final do filme! 

A ferida abriu... doeu... chorei... lembrei... senti saudade... pensei... sorri...

Ele faz uma falta danada às vezes, mas por alguma razão, que ainda desconheço, alguém do outro mundo deve gostar muito de mim, porque foi enviado para a minha vida um anjo, que chegou na hora certa, me ajudou a superar tudo e me faz muito, muito, muito feliz mais e mais a cada dia. 

Um dia o cardiologista me disse que meu coração estava no limite do tamanho que poderia ter para uma pessoa saudável da minha idade e do meu tipo físico... Faço exames cardiológicos todos os anos e nunca foi constatado nada de errado. Então eu acho que ou aquele médico disse metafóricamente que tenho um coração muito grande, ou seja, sou uma boa pessoa, ou então, foi o meu coração burro que não entendeu a metáfora e ele literalmente ficou grandão, para caber os dois: de um lado o japonês cabeçudo que foi meu grande amigo e do outro lado o nordestino nerd que é o homem da minha vida. 

Haja coração, para dentro de uma japinha de 1,60m caber dois cabeçudos tão amados!



Nada Sou Sou 
Furui arubamu mekuri
Arigatou tte tsubuyaita
Itsumo itsumo mune no naka
Hagemashite kureru hito yo
Hare wataru hi mo ame no hi mo
Ukabu ano egao
Omoide tooku asete mo
Omokage sagashite
Yomigaeru hi wa nada sousou

Ichiban hoshi ni inoru
Sore ga watashi nokuse ni nari
Yuugure ni miageru sora
Kokoro ippai anata sagasu
Kanashimi ni mo yorokobi ni mo
Omou ano egao
Anata no basho kara watashi ga
Mietara kitto itsuka
Aeru to shinji ikite yuku

Hare wataru hi mo ame no hi mo
Ukabua no egao
Omoide tooku asete mo
Samishikute koishikute
Kimi he no omoi nada sousou
Aitakute aitakute
Kimi he no omoi nada sousou

Lágrimas Caem
Folheando um album velho
Murmurei "obrigada"
Sempre dentro do meu coração
voce é a pessoa que me encoraja
Mesmo chovendo, ou estando ensolarado
me lembro daquele sorriso
Mesmo que as memórias fiquem longe
eu procuro por alguma lembrança
E no dia que encontro, as lágrimas escorrem

Orar para a primeira estrela
Isto se tornou meu hábito
E no céu do crepúsculo
Eu te procuro com todo o meu coração
Na alegria e na tristesa,
Eu penso no seu sorriso
Se do seu lugar voce me enxergar
Eu vou viver acreditando que
um dia vamos nos encontrar

Mesmo chovendo, ou estando ensolarado
me lembro daquele sorriso
Mesmo que as memórias fiquem longe...
Estou tão sozinha, com tanta saudade
Os meus sentimentos por voce me fazem chorar
Eu quero tanto te ver
Que os meus sentimentos por voce me fazem chorar




segunda-feira, 16 de maio de 2011

EXATAMENTE JAPONESA!!!

Já escrevi bastante sobre a grande virada na minha vida, sobre voltar a tomar o controle da situação, espantar o medo de errar, aceitar que sou humana e, portanto, sujeita a erros como qualquer outra pessoa, já falei bastante sobre voltar a dirigir, sobre recomeçar, sobre a minha pós graduação...

Mas a verdade é que eu ainda não tinha tido tempo de comentar sobre a pós mesmo.

Agora estou num gap relativamente tranquilo, entre um ciclo e outro... SIM!!! Dá pra acreditar que um ciclo inteirinho já se passou?!

'o_O

E eu sobrevivi!!!

\o/

Aliás, mais do que isso... Eu consegui terminar o ciclo, feliz da vida, suuuuuuper me encontrando em tudo o que estou estudando e fazendo, mega empolgada, com várias ideias para a minha monografia, para o meu mestrado, para o meu doutorado, para o meu pós-doutorado e para tudo o mais que planejo fazer.

Sinto que a vida está sorrindo mesmo para mim. Depois de "longo e tenebroso inverno", em que eu não conseguia ver nenhuma boa perspectiva de vida para mim, só conseguia pensar em conseguir logo um emprego e tocar a minha vidinha da forma mais medíocre possível, agora sinto que estou de volta! Eu mesma! A velha Sá está de volta, com seus sonhos e sua vontade de ser mais do que uma pessoa medíocre... Sempre ouvi as pessoas me dizendo que eu tinha um certo brilho especial, mas nos últimos anos, acho que escondi meu brilho em algum lugar muito obscuro dentro de mim, que estava tomado por uma grande desmotivação resultante de anos em que, digamos, meu intelecto foi deixado em stand by.

Não querendo dizer que eu me ache suuuper inteligente, na verdade, me acho bem mediana nesse aspecto, mas sou muito empolgada, gosto de estudar. E, de fato, passei alguns anos subestimando a minha capacidade também...

Há aproximadamente uma década, tomei uma decisão MUITO ESTÚPIDA. Cheguei à conclusão de que as Ciências Exatas eram muito difíceis pra mim, resolvi escolher uma graduação fácil, à qual não precisasse dedicar muito esforço, nem tempo. Decidi abolir as Exatas da minha vida e a partir daquele momento não queria nunca mais ver número e cálculos na minha frente. E aqui eu reforço o comentário anterior: MUITO ESTÚPIDA!!!!!

Incrível o que 10 anos fazem pela gente! Hoje sou outra pessoa, verdade seja dita, já com alguns sinais de expressão (risos), mas nada que o meu hidratante com filtro solar e ação anti-aging não possa dar um jeitinho. Mas falando sério, sobre o quanto mudei nessa última década, pensar que a cada ano que passa eu repito com mais frequência o mantra: "Nossa! A minha mãe tinha razão!". Há alguns anos, quando comecei a velejar, percebi como a Física é LINDA na prática; quando fiz o curso de laminação de fibra de vidro, fibra de carbono e kevlar, notei como a Química aplicada na vida real é FANTÁSTICA; e agora na pós graduação vejo como as Exatas me fazem falta, como gosto de estudar isso tudo e como eu me prejudiquei com aquele pensamento do passado, subestimando a minha capacidade.

E embora eu tenha um "fã clube" que diz que sou muito inteligente, que sou nerd, que sou demais etc. (risos), uma parte considerável das pessoas que me cercam vê em mim não muito mais do que uma garota mimadinha, fresquinha, uma verdadeira "patricinha"!

Para essas pessoas tem sido uma surpesa ainda maior do que para mim. E graças a elas, sinto-me algumas vezes como a Elle Woods (Reese Witherspoon) de LEGALMENTE LOIRA. Sofri, sim, algum preconceito, por ser uma Relações Públicas fazendo uma pós graduação com um certo foco em tecnologia, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. As pessoas me olharam como se eu fosse um alien, algumas disseram na minha cara que eu deveria desistir e fazer um curso mais fácil porque aquele não era o meu lugar. Mas eu sinto pena dessas pessoas...

...porque eu acredito que o lugar certo de uma pessoa é onde ela se sente bem e, cá entre nós, estou muito bem lá na POLI. O fato de eu originalmente não ser de um curso de Exatas só vem provar ainda mais o meu valor, em superar expectativas e preconceitos, alheios e os meus próprios! Eu sei o porquê de estar cursando específicamente esta pós na POLI, sei que é porque eu QUERO ter mais conhecimento técnico, pois como profissional de comunicação, acho péssimos aqueles que querem comunicar sobre determinado assunto sem ter nenhum conhecimento real da área. Eu sei que estou aqui porque quero alçar voos mais altos, quero fazer meu mestrado na Oceanografia, quero trilhar caminhos onde nenhum comunicólogo jamais esteve! (risos)

Brincadeira à parte, mas a minha história tem se mostrado muito parecida com a da Elle Woods mesmo, pois as minhas blusinhas com desenhos da Disney, de animê, de mangá e de jogos de video-game, bem como a minha bolsa da Pucca cheia de chaveirinhos não dizem absolutamente nada a respeito da minha maturidade ou da minha capacidade. O que temos de mais valioso e que diz realmente sobre maturidade e capacidade, está dentro, onde ninguém pode ver. O que determina a minha maturidade é o fato de assumir e cumprir com as minhas responsabilidades e, quanto à minha capacidade intelectual não preciso expor como um banner colorido, basta que eu conquiste meus objetivos.

Agora que eu calculo a toxicidade crônica e aguda de efluentes industriais só com a lapiseira e a calculadora científica, sem nem usar o software no computador (!!!!); agora que finalmente entendi aquele papo do Fozzy sobre membranas e a osmose reversa; agora que a Química, a Física e (quem diria!) a Estatística não me assustam mais... Agora sim, estou fazendo jus ao tamanho da minha cabeça! (risos)

Eu nunca tinha entendido o motivo de eu ter uma cabeça tão grande!! (risos)

E se até há alguns meses a minha vida só podia ser comparada aos contos de fada com aquelas princesinhas super frufrus e seus príncipes encantados, com o "Happily Ever After" que, diga-se de passagem, NUNCA foi um fim convincente, ou alguém realmente acredita que com uma linda princesinha burrinha e um príncipe lindo, vazio e narcisita o "Felizes para sempre" é possível!! Isso é história pra criança dormir, né?!

Hoje os tempos são outros, o meu "príncipe" é um nerd, trabalha pra caramba, estuda muuuuito, me apóia em todas as minhas decisões sobre trabalho e estudos, cozinha pra mim, me mima, realmente me trata como uma princesa! E eu sou a "princesinha" meio ogra, não sou exatamente muito fina, sem dúvida sou um tanto fresquinha e mimada, mas sou motivo de admiração e orgulho para os meus pais e para o meu namorido, estou buscando os meus sonhos e provando que sou mais do que aquele frufru de tempos atrás.

minha estação de trabalho
Só tenho uma dúvida: se o nome do filme da Elle Woods é LEGALMENTE LOIRA, a minha versão da história seria EXATAMENTE JAPONESA???!! (risos)

quinta-feira, 3 de março de 2011

risk of happiness

Eu acho um barato como eu vou para a aula da pós-graduação, estudar um assunto técnico, mas consigo voltar para casa pensando em toda a parte filosófica da aula!

Segunda-feira: aula de Técnicas de Identificação de Aspectos e Gerenciamento de Risco Ambiental. Só de ler o nome da matéria já dá pra descobrir que eu devo ser meio maluquinha de ter achado alguma filosofia nisso aí, né?!

Mas a aula começou com a definição de RISCO. Depois de alguma discussão, ficou mais ou menos assim: é a probabilidade de ocorrer um acontecimento que cause um impacto em objetivos anteriormente traçados. E cabe a ressalva de que pode ser um impacto positivo ou negativo.

Daí o professor disse que viver é correr riscos e ilustrou dizendo que se você sai de casa, está correndo o risco de ser assaltado ou atropelado ou de bater o carro, mas se fica em casa, corre o risco de o teto cair, de ocorrer uma enchente, de um caminhão invadir o seu quintal, ou de você escorregar no banheiro, bater a cabeça e ter um traumatismo craniano. (risos)

Pronto, agora já dá para ver que voltei para casa pensando no assunto, né?!

E, de fato, sempre que fazemos uma escolha na vida, estamos correndo riscos. Mesmo quando escolhermos não fazer nada, há muito risco envolvido. Não necessariamente falando de catástrofes como as que o professor citou na aula, mas pensando em acontecimentos da vida.

Você escolhe namorar uma determinada pessoa, mas é um risco, porque você talvez não a conheça tão bem, ou talvez ela mude depois de começarem a namorar, ou ainda, talvez ela não seja a pessoa certa e daí você vai perder seu tempo se dedicando a um relacionamento sem futuro.

Mas se você tiver medo de fazer as escolhas erradas e não se arriscar a namorar com determinada pessoa, ainda há o risco de você estar perdendo a pessoa da sua vida, ou mesmo que não seja a pessoa da sua vida, você pode estar perdendo a oportunidade de se relacionar de forma mair próxima com uma pessoa muito legal e passar por muitos bons momentos, mesmo que seja só uma fase.

Quando somos obrigados a escolher a profissão que teremos para o resto das nossas vidas!!! (risos) Parece muito trágico, mas é assim que soa quando temos que decidir para que área vamos prestar o vestibular, não é?! Olha o tamanho do risco que corremos de não dar certo! (risos) Mas é preciso escolher algo... Mesmo que a escolha seja fazer cursinho até ter certeza do que quer (mas eu acho que a certeza nunca vem! - risos)

Em cada escolha que fazemos em nossas vidas, decidimos não apenas os caminhos a serem seguidos, como também os riscos que estamos dispostos a correr para alcançar nossos objetivos. E se o risco é alto demais ou não, é uma questão extremamente subjetiva, depende dos nossos valores, dos nossos sonhos, do que temos e do que estamos dispostos a perder ou do que desejamos muito ganhar. Escolher é correr riscos, viver é fazer escolhas e viver é correr riscos. É absolutamente aceitável correr riscos em função da felicidade, sendo assim, a cada escolha, além de analisarmos os riscos de impacto negativo, também precisamos analisar o impacto positivo que é o que nos impulsiona a seguir em frente sempre: o risco de ser feliz...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

saudade do impossível

A saudade que eu sinto não é do passado.

Tudo o que vivi, foi completo, preencheu cada espacinho da alma. As lembranças são como filmes que passam na minha mente, dando a certeza de um vida feliz e sem arrpendimentos.

A saudade que eu sinto é do que eu nunca vou viver...

Quando penso no meu irmão, sinto saudade da velejada deliciosa juntos, que nunca aconteceu e não acontecerá; saudade de ir para a praia sendo eu a motorista, sendo que só comecei a dirigir depois que ele faleceu; saudade das conversas que ainda teríamos; saudade de irmos juntos aos shows que ainda vão rolar; e das viagens juntos que não faremos mais...

Pensando bem, sempre que senti saudade de alguém na minha vida, não era pensando no passado, mas sempre no presente, no que eu gostaria de estar fazendo AGORA com essa pessoa ou no que gostaria de fazer AMANHÃ.

Interessante pensar que a gente costuma associar a ideia de SAUDADE ao passado... Seria a tal nostalgia...

Não sei se é normal, mas eu, pelo menos, sinto mesmo é a enorme saudade de tudo o que eu jamais poderei viver.

A SAUDADE é um sonho incompleto, um desejo de algo impossível, como estar junto de alguém distante, ou viver uma determinada situação que não poderá mais ser vivida... A saudade é um vazio no presente que tento preencher com um plano para o futuro baseado em uma lembrança do passado, é provavelmente o sentimento mais difícil de explicar e mais complexo devido a sua falta de materialidade.

Saudade é tão forte, tão doloroso e tão delicioso quanto amar. É uma mistura estranha de sensações, um jeito que a alma da gente tem de mostrar que está lá dentro e que tem necessidades, naqueles momentos em que nos dedicamos demais ao mundo exterior e esquecemos que dentro de nós há um Universo inteiro que também precisa de cuidados e atenção.