Eu acho um barato como eu vou para a aula da pós-graduação, estudar um assunto técnico, mas consigo voltar para casa pensando em toda a parte filosófica da aula!
Segunda-feira: aula de Técnicas de Identificação de Aspectos e Gerenciamento de Risco Ambiental. Só de ler o nome da matéria já dá pra descobrir que eu devo ser meio maluquinha de ter achado alguma filosofia nisso aí, né?!
Mas a aula começou com a definição de RISCO. Depois de alguma discussão, ficou mais ou menos assim: é a probabilidade de ocorrer um acontecimento que cause um impacto em objetivos anteriormente traçados. E cabe a ressalva de que pode ser um impacto positivo ou negativo.
Daí o professor disse que viver é correr riscos e ilustrou dizendo que se você sai de casa, está correndo o risco de ser assaltado ou atropelado ou de bater o carro, mas se fica em casa, corre o risco de o teto cair, de ocorrer uma enchente, de um caminhão invadir o seu quintal, ou de você escorregar no banheiro, bater a cabeça e ter um traumatismo craniano. (risos)
Pronto, agora já dá para ver que voltei para casa pensando no assunto, né?!
E, de fato, sempre que fazemos uma escolha na vida, estamos correndo riscos. Mesmo quando escolhermos não fazer nada, há muito risco envolvido. Não necessariamente falando de catástrofes como as que o professor citou na aula, mas pensando em acontecimentos da vida.
Você escolhe namorar uma determinada pessoa, mas é um risco, porque você talvez não a conheça tão bem, ou talvez ela mude depois de começarem a namorar, ou ainda, talvez ela não seja a pessoa certa e daí você vai perder seu tempo se dedicando a um relacionamento sem futuro.
Mas se você tiver medo de fazer as escolhas erradas e não se arriscar a namorar com determinada pessoa, ainda há o risco de você estar perdendo a pessoa da sua vida, ou mesmo que não seja a pessoa da sua vida, você pode estar perdendo a oportunidade de se relacionar de forma mair próxima com uma pessoa muito legal e passar por muitos bons momentos, mesmo que seja só uma fase.
Quando somos obrigados a escolher a profissão que teremos para o resto das nossas vidas!!! (risos) Parece muito trágico, mas é assim que soa quando temos que decidir para que área vamos prestar o vestibular, não é?! Olha o tamanho do risco que corremos de não dar certo! (risos) Mas é preciso escolher algo... Mesmo que a escolha seja fazer cursinho até ter certeza do que quer (mas eu acho que a certeza nunca vem! - risos)
Em cada escolha que fazemos em nossas vidas, decidimos não apenas os caminhos a serem seguidos, como também os riscos que estamos dispostos a correr para alcançar nossos objetivos. E se o risco é alto demais ou não, é uma questão extremamente subjetiva, depende dos nossos valores, dos nossos sonhos, do que temos e do que estamos dispostos a perder ou do que desejamos muito ganhar. Escolher é correr riscos, viver é fazer escolhas e viver é correr riscos. É absolutamente aceitável correr riscos em função da felicidade, sendo assim, a cada escolha, além de analisarmos os riscos de impacto negativo, também precisamos analisar o impacto positivo que é o que nos impulsiona a seguir em frente sempre: o risco de ser feliz...
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quinta-feira, 3 de março de 2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
FELIZ 2011!!!!
Já disse uma vez, mas vou repetir: quem quer mudar, muda hoje, muda agora, não deixa para o ano que vem!
Nessa época do ano tem muita gente fazendo planos de mudar em 2011. Listas de promessas, planos de mudar de vida, de agir diferente, de querer ser uma pessoa melhor, mais saudável, mais feliz...
Eu comecei minha mudança em Outubro. Depois de uma decepção muito grande com relação ao resultado de um concurso público, isso sem falar de um ano inteiro de decepções por causa de todos os outros concursos que prestei. Depois de me sentir a última pessoa do mundo por tantas vezes, por não conseguir emprego, por sentir como se todas as pessoas andassem para frente e só eu estivesse parada... Estagnada!! De repente acordei para a vida, que foram 3 anos estudando para os concursos, para fugir do medo de enfrentar o mercado de trabalho, percebi que eu estava me diminuindo e evitando fazer um monte de coisas pelo simples medo de ERRAR.
ERRAR é algo tão natural quanto acertar. Ninguém me pediu para ser perfeita, mas eu queria exigir isso de mim e por isso acabei fracassando no pior de todos os fracassos que era o de nem tentar.
Em outubro eu perdi meu medo de timonear o Saltimbando (meu primogênito, veleiro que comprei junto com meu noivo) na represa. Em novembro perdi o medo de dirigir, depois de 6 anos de CNH sendo usada como documento de identidade apenas. Ainda em novembro tomei a decisão de tentar uma pós-graduação para 2011, decidi virar uma ambientalista maluca (por enquanto sou só maluca mesmo!! risos). Me inscrevi em alguns processos seletivos de boas instituições, mas estava com dúvidas de que fosse conseguir mesmo. De repente fui convocada para fazer o meu MBA em Gestão e Tecnologias Ambientais na POLI-USP!!! Que sonho!!! Depois me superei mais um pouco, aprendi uma nova profissão fazendo o curso de laminação em fibra de vidro. Já em Dezembro, comecei a fazer um curso de mergulho, justo eu que tinha tanto medo de água e que há 5 anos nem sabia nadar!! Uma super amiga (irmã) que estava estudando para os concursos comigo, conseguiu um emprego em um ótimo escritório de advocacia de São Paulo. Continuando a me superar, nas férias, em Maceió, fui para as Piscinas Naturais de Paripueira fazer snorkeling, em vários momentos cheguei a nadar com o meu noivo em partes com até 3 ou 4 metros de profundidade!! Acabei com a minha última barreira em relação ao medo de água, pois estar no mar, nadando, sem colete salva-vidas, foi totalmente novo e incrível na minha vida... O meu noivo foi chamado para uma entrevista de emprego em uma empresa muito boa, para morar num lugar legal e trabalhar com algo que ele gosta. Conversei com amigos muito queridos com os quais há muito eu não encontrava nem mesmo virtualmente...
Gente!!! O meu ano novo começou em outubro de 2010, com um chacoalhão da vida que foi simplesmente na hora mais perfeita... Todos os meus sonhos já começaram a se realizar, todas as minhas esperanças já estão virando realidade... Que venha 2011!!! E continue trazendo sucesso e felicidade não só para mim, é claro, mas para todos aqueles que acreditam na felicidade e no sucesso e que se esforçam para que a vida seja sempre melhor!!
FELIZ 2011, pessoal! Saúde, Sucesso, muita, muita, muita FELICIDADE a todos (e juízo!!)...
Obs: 2010 foi um ano especial também... começou com a correria do emprego do meu noivo, passou para a visita da minha cunhada linda nas férias de julho, depois veio a compra do Saltimbanco e o tanto que velejamos esse ano, curtindo o nosso bebê; depois veio tudo o mais que já citei nesse post... (definitivamente minha vida é muito feliz... Tchau, tchau, 2010, muito obrigada por tudo!!! Seja bem vindo, 2011 e tomara que você seja ainda melhor do que 2010!)
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
I believe!
Que jogue a primeira pedra a garota que nunca teve algum devaneio de contos de fadas!
A maioria das mulheres, hoje, pode não admitir, mas em algum momento, pelo menos, num passado distante, sonhou com um príncipe encantado chegando em um cavalo branco, ou desejou que sua fada madrinha aparecesse para salvá-la da sua vidinha normalzinha...
Eu tinha um pouco de complexo de Cinderela quando eu era criança, achava que um dia surgiria uma fada madrinha que me transformaria na mais bela de todas as meninas e que eu sairia correndo da baladinha, eu perderia algum documento e algum dia um belo rapaz em seu gol bola branco apareceria no meu portão me pedindo em casamento! (risos) Tá, não era bem assim, forcei um pouco a barra aqui... Mas a verdade é que, sim, eu queria ter um sapatinho de cristal e esperava que alguma fada madrinha aparecesse para me deixar mais bonita (lembrando que eu ainda era a japa gorda, feia, nerd e antissocial).
Quando eu fiquei mais velha, lá pela adolescência, eu sempre achava que algum "príncipe encantado" apareceria no meu portão a qualquer momento com flores e dizendo que sempre foi apaixonado por mim e que agora tinha tomado coragem de se declarar. Claro que os supostos príncipes encantados daquela época eram meninos que estudavam comigo no colégio (blargh!) e os amigos da faculdade do meu irmão (esses até eram mesmo mais interessantes!!! risos...). Lógico que essa é a parte mais boba da minha crença em contos de fadas, mas no fundo, nunca deixei de acreditar que eles existissem de verdade, mesmo que de formas diferentes das contadas para as crianças.
A verdade é que mesmo depois de descobrir que Papai Noel não existia, eu continuei a colocar no meu quintal a graminha para as renas comerem e o baldinho com água, pois eu tinha pena delas, deviam estar cansadas depois de percorrerem tão longas distâncias. Eu sempre vi a minha vida como um conto de fadas, porque eu acho a minha vida feliz demais para ser realidade. Ouvia as pessoas falando o tempo todo de problemas familiares, problemas financeiros, problemas de relacionamento... O meu único problema era não ter um namorado, mas essa era a parte em que eu ainda acreditava que um dia chegaria um príncipe encantado! (risos)
Um dia, uma amiga me disse: "Karen, eu não acredito que realmente exista felicidade!". Eu olhei para ela horrorizada com aquela afirmação e pensei: "Cara! Ou ela é uma pessoa muito infeliz ou eu sou muito estúpida, porque eu me considero feliz...". Outro dia uma amiga disse que não acredita em "alma gêmea" ou "a pessoa feita para você"... CARAMBA! Como um ser humano consegue sobreviver sem acreditar no "Felizes para sempre"?!?!?!?!?!
'o_O
Talvez eu seja a ingênua, a louca, a boba, ou sei lá o que... Mas eu acredito na felicidade, tanto que me considero suuuuuper feliz. Tenho uma família que me apóia nas minhas loucuras, me dá suporte diante das dificuldades, me ama; moro numa casa muito boa, sem problemas financeiros, com até muito conforto; tenho um namorado MARAVILHOSO (falo mais sobre ele depois), me dou super bem com a família dele, meus sogros são ótimos, minha cunhada é a irmãzinha que eu sempre quis ter; tenho boa formação acadêmica e apoio dos meus pais para seguir estudando para ter um bom futuro profissional; tenho oportunidades incríveis na minha vida, já viajei para a Europa, para o Japão, para a Argentina, sem falar nas viagens pelo Brasil, para o Nordeste, para o Sul, dentro do Sudeste mesmo... Se eu reclamar da minha vida, mereço levar uma porrada bem no meio da cara, porque loucura seria reclamar de um ou outro probleminha ou contratempo, diante de tanta coisa boa que eu tenho na minha vida! Eu VIVO um conto de fadas...
Além dessa felicidade, que acho que nem preciso mais dizer nada, né?! Eu sou a prova viva de que felicidade existe, sim. No que diz respeito a não acreditar que exista "a pessoa feita para você", posso dizer que passei anos e anos da minha adolescência sonhando com um príncipe encantado, mas que quando o MEU príncipe chegou, ele tinha mais era ares de sapo... Calma! Meu namorado é lindo, deixa eu explicar: acontece que ele era beeeeeeemmmm diferente de tudo o que eu idealizava no homem da minha vida. Eu sonhava com um cara magro, alto, cabelos compridos, sem muitos pêlos nem barba grossa (porque eu tinha nojo! risos), metaleiro, branquelo, nerd, meio esquisito, meio antissocial, sedentário (como eu era! risos)... Certo, na época em que o conheci, ele: tinha cabelo curto, ele é baixo, não é muito magro, é beeem peludo/ barbudo, estava numa fase meio raver, era um popzinho, andava de bicicleta, pelo menos era branquelo e nerd! risos... Eu não sei porquê eu gostei dele e não sei porquê ele gostou de mim, já que eu também não exatamente correspondia ao tipo de mulher que ele procurava. E, no entanto, foi algo absolutamente mágico, pois ele é de Maceió e eu de Santo André, eu estudava em São Paulo e ele em Campinas e nós nos conhecemos em um ônibus a caminho de uma conferência de estudantes em Maringá! Agora alguém diga que não houve uma conspiração das boas energias do universo para que nós ficássemos juntos!
O que tenho a dizer sobre "príncipes encantados" é que eles existem! O meu é o que eu esperava, a Fera de A Bela e a Fera! (risos) Ele é mal humorado e peludo, me ama e, na maior parte das vezes, é desajeitadamente fofo. Somos bastante diferentes um do outro, mas ao mesmo tempo, aprendemos muito um com o outro, pois ambos sempre estivemos dispostos a entender um pouco mais do mundo do outro. E o resultado disso é que hoje nós temos o NOSSO mundo, os NOSSOS sonhos, e aprendemos a respeitar as particularidades de cada um. E somos TÃO felizes juntos!!
Como não acreditar em contos de fadas, em felicidade, em príncipe encantado, ou no "Felizes para sempre"?! I'm living my life happily ever after because I believe!
A maioria das mulheres, hoje, pode não admitir, mas em algum momento, pelo menos, num passado distante, sonhou com um príncipe encantado chegando em um cavalo branco, ou desejou que sua fada madrinha aparecesse para salvá-la da sua vidinha normalzinha...
Eu tinha um pouco de complexo de Cinderela quando eu era criança, achava que um dia surgiria uma fada madrinha que me transformaria na mais bela de todas as meninas e que eu sairia correndo da baladinha, eu perderia algum documento e algum dia um belo rapaz em seu gol bola branco apareceria no meu portão me pedindo em casamento! (risos) Tá, não era bem assim, forcei um pouco a barra aqui... Mas a verdade é que, sim, eu queria ter um sapatinho de cristal e esperava que alguma fada madrinha aparecesse para me deixar mais bonita (lembrando que eu ainda era a japa gorda, feia, nerd e antissocial).
Quando eu fiquei mais velha, lá pela adolescência, eu sempre achava que algum "príncipe encantado" apareceria no meu portão a qualquer momento com flores e dizendo que sempre foi apaixonado por mim e que agora tinha tomado coragem de se declarar. Claro que os supostos príncipes encantados daquela época eram meninos que estudavam comigo no colégio (blargh!) e os amigos da faculdade do meu irmão (esses até eram mesmo mais interessantes!!! risos...). Lógico que essa é a parte mais boba da minha crença em contos de fadas, mas no fundo, nunca deixei de acreditar que eles existissem de verdade, mesmo que de formas diferentes das contadas para as crianças.
A verdade é que mesmo depois de descobrir que Papai Noel não existia, eu continuei a colocar no meu quintal a graminha para as renas comerem e o baldinho com água, pois eu tinha pena delas, deviam estar cansadas depois de percorrerem tão longas distâncias. Eu sempre vi a minha vida como um conto de fadas, porque eu acho a minha vida feliz demais para ser realidade. Ouvia as pessoas falando o tempo todo de problemas familiares, problemas financeiros, problemas de relacionamento... O meu único problema era não ter um namorado, mas essa era a parte em que eu ainda acreditava que um dia chegaria um príncipe encantado! (risos)
Um dia, uma amiga me disse: "Karen, eu não acredito que realmente exista felicidade!". Eu olhei para ela horrorizada com aquela afirmação e pensei: "Cara! Ou ela é uma pessoa muito infeliz ou eu sou muito estúpida, porque eu me considero feliz...". Outro dia uma amiga disse que não acredita em "alma gêmea" ou "a pessoa feita para você"... CARAMBA! Como um ser humano consegue sobreviver sem acreditar no "Felizes para sempre"?!?!?!?!?!
'o_O
Talvez eu seja a ingênua, a louca, a boba, ou sei lá o que... Mas eu acredito na felicidade, tanto que me considero suuuuuper feliz. Tenho uma família que me apóia nas minhas loucuras, me dá suporte diante das dificuldades, me ama; moro numa casa muito boa, sem problemas financeiros, com até muito conforto; tenho um namorado MARAVILHOSO (falo mais sobre ele depois), me dou super bem com a família dele, meus sogros são ótimos, minha cunhada é a irmãzinha que eu sempre quis ter; tenho boa formação acadêmica e apoio dos meus pais para seguir estudando para ter um bom futuro profissional; tenho oportunidades incríveis na minha vida, já viajei para a Europa, para o Japão, para a Argentina, sem falar nas viagens pelo Brasil, para o Nordeste, para o Sul, dentro do Sudeste mesmo... Se eu reclamar da minha vida, mereço levar uma porrada bem no meio da cara, porque loucura seria reclamar de um ou outro probleminha ou contratempo, diante de tanta coisa boa que eu tenho na minha vida! Eu VIVO um conto de fadas...
Além dessa felicidade, que acho que nem preciso mais dizer nada, né?! Eu sou a prova viva de que felicidade existe, sim. No que diz respeito a não acreditar que exista "a pessoa feita para você", posso dizer que passei anos e anos da minha adolescência sonhando com um príncipe encantado, mas que quando o MEU príncipe chegou, ele tinha mais era ares de sapo... Calma! Meu namorado é lindo, deixa eu explicar: acontece que ele era beeeeeeemmmm diferente de tudo o que eu idealizava no homem da minha vida. Eu sonhava com um cara magro, alto, cabelos compridos, sem muitos pêlos nem barba grossa (porque eu tinha nojo! risos), metaleiro, branquelo, nerd, meio esquisito, meio antissocial, sedentário (como eu era! risos)... Certo, na época em que o conheci, ele: tinha cabelo curto, ele é baixo, não é muito magro, é beeem peludo/ barbudo, estava numa fase meio raver, era um popzinho, andava de bicicleta, pelo menos era branquelo e nerd! risos... Eu não sei porquê eu gostei dele e não sei porquê ele gostou de mim, já que eu também não exatamente correspondia ao tipo de mulher que ele procurava. E, no entanto, foi algo absolutamente mágico, pois ele é de Maceió e eu de Santo André, eu estudava em São Paulo e ele em Campinas e nós nos conhecemos em um ônibus a caminho de uma conferência de estudantes em Maringá! Agora alguém diga que não houve uma conspiração das boas energias do universo para que nós ficássemos juntos!
O que tenho a dizer sobre "príncipes encantados" é que eles existem! O meu é o que eu esperava, a Fera de A Bela e a Fera! (risos) Ele é mal humorado e peludo, me ama e, na maior parte das vezes, é desajeitadamente fofo. Somos bastante diferentes um do outro, mas ao mesmo tempo, aprendemos muito um com o outro, pois ambos sempre estivemos dispostos a entender um pouco mais do mundo do outro. E o resultado disso é que hoje nós temos o NOSSO mundo, os NOSSOS sonhos, e aprendemos a respeitar as particularidades de cada um. E somos TÃO felizes juntos!!
Como não acreditar em contos de fadas, em felicidade, em príncipe encantado, ou no "Felizes para sempre"?! I'm living my life happily ever after because I believe!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
In the land of the blind, the one eyed man is king
Há duas semanas, minha mãe se submeteu a uma cirurgia na boca. Nada muito complicado, apenas um enxerto para posterior implante dentário. Mas durante aproximadamente 30 dias, ela não pode comer nada sólido, tudo o que ela vai ingerir deve ser passado no liquidificador e ela deve tomar de canudinho.
Bem, passaram-se duas semanas e ela está aguentando bravamente. Mas ela vive olhando para a gente comendo e diz "ai, como é bom poder mastigar, né?" e "sua comida parece uma delícia!". Eu fico com pena da minha mãe, mas é ela mesma quem sempre diz que ela é feliz, pois mesmo que a comida dela seja líquida, ao menos ela tem o que comer, afinal o mundo está cheio de gente que nem isso tem. O que eles não dariam pela sopinha batida no liquidificador da minha mãe?
Ontem, enquanto nós estávamos jantando, minha mãe disse "ai, filha, que delícia você poder comer a comida mastigando, né?! É tão bom mastigar!". E eu não pude evitar a piadinha com fundo de verdade: "pois é, né, mãe? Mas tem muita gente por aí que prefere tudo mastigado...". Todo mundo riu, mas secretamente todo mundo conseguiu pensar em algum exemplo de pessoa que se encaixa nesse grupo.
É tão bom quando a gente luta para conseguir atingir nossos objetivos e, de fato, conseguimos alcançá-los, né?! O sabor de uma conquista normalmente é equivalente ao esforço demandado. Quando conseguimos as coisas de mão beijada, tudo mastigado, sem esforço, não damos valor.
Eu demorei anos para conseguir perder o medo de dirigir, porque como diz o próprio instrutor especializado em fazer gente habilitada perder o medo de dirigir, o primeiro passo para perder o medo é conseguir ligar para ele e marcar a aula. Realmente, eu demorei anos para tomar coragem de ligar para ele e, no dia em que consegui combinar a aula, fiquei torcendo para eu ou ele termos uma dor de barriga e a aula ser cancelada. Mas passada a primeira aula, a primeira superação, tudo começou a dar certo. Hoje eu consigo dirigir a qualquer lugar, tendo consciência de que sou péssima motorista, mas já não tenho medo, não me apavoro com buzinas e com gente xingando a minha mãe, vou com calma, sem pressa, quando o carro morre eu ligo de novo, quando engasga eu dou risada, e assim vou seguindo. Tenho em mente que a melhora vem com o tempo e que só de ter superado o medo, já foi a maior de todas as conquistas. Hoje dou muito mais valor ao simples ato de dirigir do que certamente teria dado se tivesse sido fácil desde o começo, se eu nunca tivesse tido de enfrentar o pavor de dirigir alguma vez na minha vida.
Tenho certeza de que a minha mãe dá muito mais valor ao simples ato de mastigar, do que a maioria das pessoas, que mastigam a comida com pressa e sem nem pensar no que estão fazendo, engolem a comida ainda quase inteira e saem correndo para fazer qualquer outra coisa. Tem gente que gosta de tudo mastigado na vida, mas que vida mais sem graça deve ser essa, na qual não se precisa lutar por nada!
Sou diabética desde os 15 anos de idade. E antes disso eu comia arroz, massas, batata, frituras, doces, hamburguer, hot dog, pizza... Comia como uma ogra! Hoje, eu preciso selecionar o que vou comer e, quando me permito comer alguma dessas coisas "proibidas", eu degusto como se fosse a melhor e mais rara comida do mundo, mastigo, sinto o sabor e vou comendo bem devagar, curtindo o sabor. Quando eu era saudável não dava valor a essas comidas mesmo gostando de come-las, hoje, para mim elas valem mais do que ouro.
É triste, mas quase sempre a gente só dá o devido valor às coisas quando as perdemos. Quantas histórias de gente que só dá valor ao companheiro(a) quando perde. Quantas histórias de gente que só dá valor à visão quando a perde, ou à fala, ou à audição, ou aos bens materiais, familiares, amigos... Mas que coisa mais besta, né?! Por que esperar perder para dar valor?
Tão melhor seria se as pessoas passassem a valorizar a felicidade que possuem nesse exato momento em vez de pensarem nos problemas que estão vindo. Que bom seria se as pessoas ficassem felizes com o que acontece de bom em suas vida, ao invés de ignorar essas dádivas e ficarem só martelando nos problemas.
Problemas todos temos, mas cabe a cada um escolher se será um refém deles ou se superará cada um deles sem deixar de valorizar tudo de bom que acontece concomitantemente. Mas afina, parece que é mais fácil passar o dia reclamando das contas a pagar e das políticas dos governantes corruptos, do que sentir-se grato por ter saúde, por ter uma família, por ter um teto etc.
Eu sempre digo pra minha mãe, que às vezes a gente reclama que não tem um calçado novo, mas tem gente que não tem calçado nenhum e, pior, tem gente que nem pé tem para usar um calçado. Tem gente que reclama dos gastos, mas tem gente que não pode nem gastar. Tem gente que reclama do trabalho, mas tem gente que nem trabalho tem!
Quando somos egoístas demais e pensamos apenas nos nossos problemas, parece que eles são os piores possíveis, mas quem consegue olhar em volta, percebe que nossos "problemas" seriam a solução para muitas outras pessoas.
No filme SETE ANOS NO TIBET um monge diz a seguinte frase: "Se um problema tem solução, então você não precisa se preocupar com ele. Se um problema não tem solução, então preocupar-se não vai ajudar a resolve-lo."
Se as pessoas não se preocupassem tanto com seus supostos problemas, talvez conseguissem dar mais valor a felicidade que possuem agora e não na felicidade que esperam conquistar no futuro quando não existirem mais problemas. Para o pessimista sempre haverá problemas, então a desejada felicidade futura, sempre estará no futuro, não vai chegar nunca! E, no AGORA, há tanto para se comemorar, para dar valor, há tanta felicidade...
Dizem que em terra de cego, quem tem um olho é rei. Eu diria que nesse mundo cheio de gente que se afoga nos próprios problemas, quem nada para a superfície e consegue ver a felicidade por cima do mar de problemas é rei.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Sailing Happiness
Sentada a bombordo do Saltimbanco, o veleiro que meu namorido e eu compramos, sinto o vento tocando meu rosto junto com a água que espirra loucamente. Meus óculos de sol, apenas para não entrar água nos olhos, porque não há sol. O barulho do vento passando pelas velas e da água indo de encontro ao casco, são praticamente os únicos sons do ambiente. Logo atrás de mim, na popa da embarcação, uma mão no leme e a outra na escota da vela mestra, está o homem que eu amo. Nós seguimos a tarde toda assim, em silêncio, apenas curtindo a presença um do outro, naquele ambiente que é o nosso preferido.
Nos dias em que velejamos é quase sempre assim. A gente sente a felicidade vindo em rajadas, fortes e assustadoras. Nós damos valor a tudo aquilo que carregamos conosco no Saltimbanco: a companhia um do outro, nossos sonhos, nossa cumplicidade silenciosa, o vento que corta de um lado a outro, a água que vem de todos os lados e se espalha por todo o convés, nosso relacionamento que fica mais forte a cada novo bordo e a cada novo jibe...
Desde que começamos a velejar, há pouco mais do que um ano, muita coisa mudou. Nós descobrimos a vida que queremos para nós para sempre, mas não é só isso. Passamos a pensar que não adianta comprar um monte de coisas, adquirir um monte de bens, se eles não couberem dentro do nosso barco onde planejamos morar. Aprendemos também que somos tão insignificantes na natureza, dependemos dos ventos e das águas e precisamos estar em sintonia com esses elementos e com os animais que vivem nesse ambiente.
A gente depende da intensidade do vento, das marés, das chuvas, dos animais, enfim, nós temos que nos adaptar ao que todo um conjunto de elementos impor. Assim perdemos aquela arrogância típica do ser humano de achar que é o dono do mundo e que tudo e todos devem se curvar perante sua magnitude. Não! Nós somos só uma partezinha e precisamos nos adequar, pois as coisas não acontecem sempre do jeito que nós queremos que aconteçam.
A arte de ser flexível, o dom da paciência, a humildade, tudo isso nós ainda estamos aprendendo e creio que sempre teremos um pouco mais a aprender a cada dia das nossas vidas.
Recentemente eu entendi que TODO MUNDO erra, e quem não erra é porque tentou pouco. Então cabe a escolha: uma vida sem erros e sem aventuras ou uma vida repleta de grandes feitos e equivalentes erros? Não sei, posso estar errada, mas me parece tão mais feliz aquele que erra (e aprende com os erros!).
Dia desses li numa revista: "No mar, muito acerta quem desconfia que às vezes erra.". Achei essa frase fantástica e termino esse post, acrescentado a ela, mais duas citações que eu acho bárbaras:
"Eu aprendi com a primavera a me deixar cortar e voltar sempre inteira." (Cecília Meireles)
"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. (...) o mundo na TV é lindo, mas serve para pouca coisa. É preciso questionar o que se aprendeu. É preciso ir tocá-lo." (Amyr Klink)
Nos dias em que velejamos é quase sempre assim. A gente sente a felicidade vindo em rajadas, fortes e assustadoras. Nós damos valor a tudo aquilo que carregamos conosco no Saltimbanco: a companhia um do outro, nossos sonhos, nossa cumplicidade silenciosa, o vento que corta de um lado a outro, a água que vem de todos os lados e se espalha por todo o convés, nosso relacionamento que fica mais forte a cada novo bordo e a cada novo jibe...
Desde que começamos a velejar, há pouco mais do que um ano, muita coisa mudou. Nós descobrimos a vida que queremos para nós para sempre, mas não é só isso. Passamos a pensar que não adianta comprar um monte de coisas, adquirir um monte de bens, se eles não couberem dentro do nosso barco onde planejamos morar. Aprendemos também que somos tão insignificantes na natureza, dependemos dos ventos e das águas e precisamos estar em sintonia com esses elementos e com os animais que vivem nesse ambiente.
A gente depende da intensidade do vento, das marés, das chuvas, dos animais, enfim, nós temos que nos adaptar ao que todo um conjunto de elementos impor. Assim perdemos aquela arrogância típica do ser humano de achar que é o dono do mundo e que tudo e todos devem se curvar perante sua magnitude. Não! Nós somos só uma partezinha e precisamos nos adequar, pois as coisas não acontecem sempre do jeito que nós queremos que aconteçam.
A arte de ser flexível, o dom da paciência, a humildade, tudo isso nós ainda estamos aprendendo e creio que sempre teremos um pouco mais a aprender a cada dia das nossas vidas.
Recentemente eu entendi que TODO MUNDO erra, e quem não erra é porque tentou pouco. Então cabe a escolha: uma vida sem erros e sem aventuras ou uma vida repleta de grandes feitos e equivalentes erros? Não sei, posso estar errada, mas me parece tão mais feliz aquele que erra (e aprende com os erros!).
Dia desses li numa revista: "No mar, muito acerta quem desconfia que às vezes erra.". Achei essa frase fantástica e termino esse post, acrescentado a ela, mais duas citações que eu acho bárbaras:
"Eu aprendi com a primavera a me deixar cortar e voltar sempre inteira." (Cecília Meireles)
"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. (...) o mundo na TV é lindo, mas serve para pouca coisa. É preciso questionar o que se aprendeu. É preciso ir tocá-lo." (Amyr Klink)
domingo, 21 de novembro de 2010
Ventos e Insetos
Há um inseto na janela. Ele está há horas dando cabeçadas no vidro, tentando atravessá-lo. Cabeçada atrás de cabeçada, mas o coitado não sai do lugar. Ao mesmo tempo, um ventinho gostoso entra pela mesma janela, pelas frestas na lateral. Mas mesmo que não existissem as tais frestas, o vento entraria pela porta ou por alguma outra janela. Mas e o inseto? Até quando ele vai ficar dando cabeçadas no vidro?
Uma vez me disseram que a vida dos insetos é muito curta. Bom, para alguém que vive apenas algumas horas, ou, com sorte, alguns dias, esse pequenino na minha janela, está perdendo muito tempo da preciosa vida dele tentando ultrapassar um obstáculo que poderia ser facilmente evitado se ele desse uma volta maior ou se ele tivesse a capacidade que o vento tem de se flexibilizar a ponto de passar pela menor das frestas.
Tem muita gente "inseto" por aí, dando cabeçadas na vida, sem sair do lugar, reclamando de tudo e de todos, acreditando que existe uma conspiração do universo para tornar sua vida mais difícil. Como se a vida dessas pessoas fosse tão importante a ponto de o universo se dar ao trabalho de conspirar contra elas. Gente que se recusa a dar uma volta maior, porque colocou na cabeça que ESSE é o caminho mais curto/ fácil para atingir seus objetivos e, que por ser muito esperto, não vai perder essa "oportunidade".
Deveria existir mais gente "vento" por aí. Flexíveis, espertos, sem preguiça de dar a volta maior. Gente disposta a fazer o que for preciso para que as coisas dêem certo. Gosto de gente "vento". Não se abalam com coisas pequenas, não ficam reclamando da vida, ao invés disso, poupam a energia das reclamações, para transformar em ações.
O vento ajuda a polinizar as plantas, faz com que veleiros naveguem e com que aviões se mantenham no ar. O vento é poderoso, pode ser um agradável conforto nos dias quentes, mas também pode acabar com cidades inteiras quando na forma de tornados e tufões. Ele é uma das formas mais expressivas de a natureza mostrar que está viva e sentindo cada uma das nossas ações. Gente vento é assim, poderosa!
Os insetos também ajudam a polinizar, obviamente tem papel importantíssimo nos ecossistemas. Mas vamos concordar que são chatinhos, né?! Alguns ficam sobrevoando nossas cabeças fazendo barulho irritante, outros picam, mordem, sujam... E não são muito espertos! Gente inseto é assim, lógico que desempenham até funções importantes, fazem parte da vida da gente, mas são chatos e não são muito espertos, embora sejam os que mais se acham inteligentes, espertões e tals.
Todos os dias eu descubro a felicidade em algo novo. Hoje, para mim, a felicidade está em ser vento, em sonhar e saber que mesmo que eu tenha que dar uma volta enorme, eu vou realizar os meus sonhos. A felicidade está em saber que o impossível só existe para aqueles que já se acomodaram. Neste momento eu vejo frestas e me preparo para percorrer o caminho mais longo se for necessário. Estou feliz por não estar tão obcecada por um objetivo a ponto de não enxergar o vidro e ficar dando cabeçadas nele.
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